sábado, dezembro 22, 2012

Conto de fadas ao avesso


E foi assim meu conto de fadas ao avesso. Meu final infeliz. Nossa relação era ótima, ele era um príncipe, até resolver, num passe de mágicas, virar sapo e voltar pro brejo, sem mais nem menos. Foi assim, da forma mais covarde e egoísta possível, como se eu tivesse namorando um menino de cinco anos, nosso fim numa mensagem. Mas e eu, como me desencanto? Mesmo depois de toda essa molecagem, não te esqueço. Então me conta, como eu quebro esse feitiço? Como eu boto um fim nessa maldição de te querer tanto, mesmo após sua partida infantil? Na nossa história sobravam bruxas pra te tirar de mim, mas me faltava paciência e equilíbrio. Justo, porque você não botava limites nessa gente contra a gente e eu fui, aos poucos, chegando no meu limite. Então isso é tudo que você tem pra me dizer? Que eu sou louca? Isso nunca foi nenhum segredo. Sou desequilibrada e vivo andando em cordas bambas, ser princesa também não é nada fácil, então tudo bem, sou louca, eu sei. Mas não esquece que eu também sou. Assim, sem complementos. Sou muito, sou tudo. Hoje sou alguém cheia de saudade de um menino. Amanhã, quem sabe, eu seja seu maior arrependimento. E com sapo, veja bem, não tem negociação. Não beijo, não engulo, não quero como animal de estimação. Eu sou, eu fui.

quinta-feira, dezembro 13, 2012

Náufrago



Eu enfrentei o mundo por você, pra ficar do seu lado, mas você nunca esteve realmente do meu. Hoje, depois da sua partida oficial, eu posso ver tudo isso e me arrependo de ter remado tanto sozinha. E em vão, morremos afogados. Você jogou a gente em alto mar e foi pra outro barco, sem nem se importar se eu sairia bem ou mal disso tudo. Nunca se importou, não é? Agora eu sei. Agora eu entendo cada conselho de tanta gente que sempre quis meu bem, que eu sempre joguei fora pra guardar você. Mas você nunca valeu meus esforços, meu amor, minha doação. Acho que já entrei no barco furado e devia ter te jogado pra fora antes que ficássemos pesados demais e tudo afundasse, mas eu escolhi remar. Escolhi você e nunca fui sua escolha. Mas tudo bem, queria te dizer que, graças a você, aprendi a nadar. Era questão de sobrevivência, eu tive que aprender. Hoje sou melhor e você? Vai ser sempre o peso dos barcos, que triste. Não te desejo o mal, porque sua vida já é vazia demais e não tem mal pior que esse, alguém que não sabe viver. Alguém que não sabe dar e ter valor. Desejo que, um dia, você entenda o que é amor.

sexta-feira, dezembro 07, 2012

Eu era esperta, mas aí aconteceu você


Eu nunca fui do tipo de pessoa que se apaixona todo mês, imagina príncipe em qualquer idiota que vê pela frente e todas essas bobagens. Sempre fui esperta, sempre. Até me acontecer você. Comecei a sentir coisas estranhas, que eu não reconhecia, não conhecia, mas era bom. Descobri que sou ciumenta, acredita? Nunca tive medo de perder ninguém antes. Acho que eu só recebi e nunca me entreguei. Nunca tive medo, porque nunca confiei meu peso nas mãos de outro alguém, sempre me segurei, ainda que aos trancos. Mas aconteceu você. E todo o resto foi acontecendo também, de forma natural, sem me pedir licença ou permissão. Eu só acordei um dia e entendi que tava apaixonada ou quase isso. Então me diz, pra que essa desconfiança toda, se a vida chega invadindo e a gente não consegue controlar? Como eu posso te curar, se você não deixa eu ver tuas feridas? Você gosta muito de mim, tudo bem, eu já entendi. Mas e aí? Eu gosto de chocolate e deixo guardado no armário, gosto de sorvete e só tomo de vez em quando, gosto de roupas que eu esqueço que tenho. Entende? Eu tava acostumada a ser esperta e não sei bem como conviver com essa insegurança toda, esse medo de não ser o suficiente, de perder. Então colabora e me faz dormir em paz, porque eu fui tua por mais um dia e você vai dar o seu melhor pra ser assim todas as noites. Tô falando de confiança, de vontade de fazer dar certo, acreditar que vale a pena. Nem me passa pela cabeça te deixar, mas andar sozinha no escuro cansa. Acende a luz ou anda comigo.

domingo, dezembro 02, 2012

Ou vice-versa.

Não vou te pedir pra ficar



Fiquei mal, ainda que eu já esperasse, a gente sempre espera não querendo que aconteça. Já tinha sido assim antes, eu conhecia o fim de trás pra frente e não ia fazer as mesmas coisas, errar comigo assim de novo. Acabei de sair de um inferno, jurando que não ir arriscar entrar em outro tão cedo, aí você aconteceu e eu não consegui e nem quis evitar. Tudo que eu queria era paz, mas você me fez tão bem e eu fui ficando, gostando, me apegando demais. Eu tenho medo todo dia, todo minuto, mas eu também morro de vontade, saudade de você, então eu paro de pensar nisso tudo e acordo e vou dormir mais um dia pensando em você. Não quero namorar, casar e ter filhos semana que vem. Não queria nem me envolver com ninguém desse planeta tão cedo. Só queria ficar parada, quietinha, pra nada me doer outra vez. Só que eu gosto muito de você, muito mesmo, de alguma forma estranha, ainda que esteja cedo pra isso, ou tarde, eu gosto demais. E, apesar dos pesares, eu prefiro estar com você hoje, amanhã e depois. Sem contrato de amor eterno, sem peso, sem pressão. Até o dia que não der mais e só, foi bom, acabou. Sou do tipo que quando decide alguma coisa, paga pra ver. Se for caro, tudo bem, porque tudo passa sempre. E se você escolher passar agora, tudo bem também. Eu escolho você, que fique claro. Mas se prefere ir embora, se cuida, não vou te pedir pra ficar.
Publicidade (juro que eu escolho com carinho):