quarta-feira, dezembro 16, 2015

Projeto Mozão 2016 com o aplicativo Once


Gente, lembra do Aplicativo de relacionamentos Once, nossa promessa de “agora vai!” ? Se não lembra, cata a descrição do app pra refrescar a memória (ou conhecer, se for o caso):


http://a.getonce.com/1Q8JDeR



Eu tô usando e abusando do Once e vou contar pra vocês minha experiência, com todos os passos pra você se jogar no aplicativo também e começar comigo o projeto Mozão 2016. Are you ready? Então vamos lá.




O legal desse app é que você não precisa ter Facebook para usar. Pode usar pelo site e todo dia vai receber um e-mail com a sua combinação do dia. Como eu tenho Facebook, conectei por lá pra agilizar e puxar meus dados, fotos, essas coisas. Feito isso, o primeiro passo é escolher a sua orientação sexual. Tem match pras minas, pros manos, pras monas e pra galera Free Love também!


http://a.getonce.com/1Q8JDeR


Depois a gente permite acesso à localização (que é muito importante, porque nossa localização fica exposta no nosso perfil) e confirma por meio de um código que não somos fakes: somos lindas, de carne e osso, maravilhosas e ninguém entende porque ainda estamos solteiras.


http://a.getonce.com/1Q8JDeR

Aí o Once pede autorização pra te notificar quando tiver a sua combinação do dia. A gente deseja ser notificada sim, querido. A gente deseja muito! Notificada com homem bom, faz favô.


http://a.getonce.com/1Q8JDeR

http://a.getonce.com/1Q8JDeR


O perfil fica desse jeitinho! Além do básico, tem umas características bem específicas nossas do que procuramos numa pessoa, que vão direcionar melhor essa busca incessante pela metade da laranja.

A gente sabe, por exemplo, no que a pessoa se formou, pra gente continuar dividindo com tranquilidade o mundo em Humanas x Exatas. Só faltou o signo, né? A gente quer mapa astral também!!

http://a.getonce.com/1Q8JDeR

Aí a gente morre um pouco de ansiedade até os cupidinhos selecionarem um bom candidato pra gente. Mas tudo bem porque Deus não demora, capricha.


http://a.getonce.com/1Q8JDeR


TCHARAÃ. Minha primeira combinação. Todo dia é enviada essa notificação maravilhosa e a gente corre pra avaliar o boy e torcer o nariz ou morrer de amor.


http://a.getonce.com/1Q8JDeR

Essa é a tela da minha combinação! O perfil do boy é naquele mesmo esquema do meu, mas eu quis destacar essa fofura de descrição. Se você gostar, dedinho na coroa e teremos um príncipe.


http://a.getonce.com/1Q8JDeR


Aí começa a contagem regressiva pra gente pegar ou largar! Socorro. O app avisa por notificação quando o boy estiver olhando nosso perfil e ele também pode mandar mensagens. Tempo na tela!


http://a.getonce.com/1Q8JDeR



Quando a gente não gosta, o aplicativo fica chateado! Ahhahahah Eu amei!! Tudo bem, tudo bem. A gente sempre acredita e dá mais chance pro amor bater na porta ou vir em forma de notificação. (Acho que matei um Pandinha na Ásia, sinto muito gente).

http://a.getonce.com/1Q8JDeR



Além de poder escolher o boy, você pode também passar prazamiga!! Hahahaha gente, é isso que eu chamo de democracia no Brasil, sério.

http://a.getonce.com/1Q8JDeR



WHO??? Eis a pergunta que ecoa no espaço. Se você é do tipo apressadinha, pode escolher manualmente a sua combinação do dia seguinte. Mas eu prefiro confiar na equipe de Matchmaker (cupidinhos humanos), porque confiar no meu dedinho podre, durante todos esses anos, nunca deu certo não.


Próxima combinação, por favor!

quarta-feira, abril 23, 2014

Cara limpa ou nada


Talvez ele não seja melhor, talvez até seja pior. Talvez ainda não seja ele, quem sabe pra sempre seja você. Mas ele me liga sóbrio e é assim que eu gosto: cara limpa, cara a tapa. Ele não precisa sair de si pra lembrar de mim, não precisa de dose de coragem pra ser meu. E eu não preciso ter que acordar de madrugada ou ir dormir tarde pra ouvir sua voz. Percebe? Minha opção foi múltipla escolha e as alternativas eram bem claras: Alguém ou ninguém. Não hesitei, chega. Guarda tuas desculpas, economiza teus argumentos. Não tenta me convencer que o problema é comigo, para de me fazer sentir culpada por não estar num bar qualquer numa sexta de madrugada. Porque eu passo só os domingos, segundas e todos os outros dias. E isso é culpa sua, então não inventa mais culpas que entre nós não cabe mais. Acontece que eu cansei do teu senso de humor arrogante, do teu jeito prepotente de se impor sobre mim e dizer, sempre em tom de brincadeira, o quanto é bom e as suas críticas entre uma piada e outra. Não dá mais pra eu ficar toda feliz com um elogio teu, sempre raros ou quase sempre subentendidos. Não tenho mais paciência pra esperar você parar de reclamar de saudade e vir me ver. Se você não quer perder essa mania de só me dar valor quando tá me perdendo, eu vou cuidar de fazer você dar valor de vez. Não monto mais meus planos e compromissos baseados em você e seus horários sempre cheios pra mim. Bem-vindo ao segundo plano e faz valer, porque do jeito que as coisas andam, fecho minha agenda pra você também. O cara novo, de uma semana, tem prioridade. O de um dia tá na sua frente também e os que eu ainda nem conheci. Tenho elogios, ligações e espaço em agendas todos os dias, nunca se esqueça disso! Você não quis que fossem vindos de você, amém. Mas eu, ainda assim, tenho tudo isso e mais, todos os dias. E nunca mais vou me esquecer também.

domingo, março 30, 2014

Quase amor



Queria falar sobre o amor com a propriedade de quem nunca teve. Amor no sentido de romance, esquecendo a parte fraternal e amizades, claro. Carrego na mala alguns projetos de relacionamentos, uns quase namorados, meios carinhos e fins inteiros, sem nem ter havido começos. Mala pesada, que vira e mexe prejudica minha coluna, mas poderia ser pior. Sou viciada em atropelar as coisas e sair jogando vírgulas pra tudo que é canto, vivo com a impressão de que meus começos já são os meios e talvez nem seja impressão. Sou mal acostumada a ser sincera e isso nunca me permitiu jogar, trocar de papel conforme a trama mudasse a direção. E quem não joga em tabuleiro, tende a virar peão.

Meu primeiro quase amor foi a minha paixão louca e platônica, tradicional, não? Três anos e uma novela mexicana. Algumas declarações infantis, menino paciente, nunca tivemos nem amizade e acredito que nesse ponto da vida se iniciou meu costume em sofrer. Como se fosse uma zona de conforto anti-amor, enquanto eu esperava desesperadamente que o amor invadisse, porque na realidade todo o conforto sempre foi só fachada.
Estendi minha sina até poder transferir todo o peso de querer e não saber amar pra um novo corpo, meu segundo quase amor. Esse, na verdade, passou longe de qualquer sentimento, mas foi meu primeiro namorado. Só status, só porque era legal, terminei um mês depois e nesse ponto começou minha rota de fuga oficial: Me ama? Adeus, não sei lidar com isso, desculpa. 

Anos e anos vomitando liberdade até aparecer meu terceiro quase amor. Falava tudo que eu precisava ouvir, me fazia companhia e carinho, bem cômodo até ele querer um maldito tempo. Depois de dois meses, do nada, como quem pede o açúcar na mesa do café. Senti pela primeira vez o gosto amargo de um fim antes do final, abortei pela primeira vez um relacionamento, sem saber que isso ainda seria normal pra mim. Senti fundo tudo isso por estar amando a ideia de namorar, não ele, nunca ele. Mas dei todo o tempo do mundo, porque relógio eu nunca fui. 

Curti pouco tempo a sensação de sangue escorrendo sem parar, até o início do quarto quase amor. Dois anos, algumas horas de felicidade extrema, milhões de litros de lágrimas, muita imaturidade, eu virando boneca numa prateleira cheia de desculpas e egoísmo. Só que hoje em dia boneca anda, então fui embora, odeio lugar apertado. O fim mais difícil e adiado da minha vida, mas de parto normal. 

Me doeu pouco porque eu já estava no quinto, isso mesmo, no quinto e último quase amor. Eu completamente metódica, cheia de listas, horários, conceitos e preconceitos. Ele completamente do avesso, me virando de ponta cabeça e me deixando o que eu nunca fui na vida: leve. A pessoa mais louca e sensata que eu já conheci na vida. Quatro meses que me valeram uma vida, meu segundo aborto de amor. Minha rota de fuga usada contra mim, justo na vez que eu daria tudo pra ficar, mesmo não sabendo. Senti direto na pele, pela primeira vez sem armadura. Respeitei. 

Queria falar sobre dedo na ferida, vodka com gelo e saudade, travesseiro molhado. Queria dizer que tô acostumada demais a sofrer e, talvez por isso, reconheço e acolho as dores de todas as minhas tentativas de amor e me assusto com coisas que só fazem bem, sem nem arranhar. Não sei quase nada do amor. Nada além de romances literários, filmes de comédia romântica, desabafo de amigas e umas poucas tentativas extremamente mal sucedidas. Conheço e admiro de nome, mas queria compartilhar minha única certeza: amor mesmo não dói.

segunda-feira, março 17, 2014

Shiiu, não se mexe!

Não chega desse jeito não. Me ligando, me fazendo rir, fazendo de tudo pra me ver. Não chega assim não, fazendo questão de mim, fazendo acontecer. Não vem cheio de atitude, me mostrando, logo de cara, que eu nunca tinha conhecido um homem antes. Não me conta suas histórias, sua vida doida, suas aventuras pelo mundo, que o meu mundo é do portão pra dentro. Não me invade. Não diz todas essas coisas que você sabe fazer e faz tão bem, para de falar sem pausa e me deixar boba te ouvindo. Faz assim, não sorri também. Tem sorriso que acaba comigo e o seu é nocaute. Não corta as minhas paranoias, não acaba com as dúvidas se eu devo mandar sms, se eu devo ligar, porque você já faz tudo isso e quando não, me pede um sinal de vida. Não me surpreende, não me encanta. É pedir demais? Não sai da mesmisse de todos os outros, não faz melhor ou tão melhor. Não me desarma, não estraga meus clichês. Não fica fazendo tudo certo, sem eu nem pedir. Não me acostuma mal, ou melhor, não me acostuma. Olha, fica aí quietinho, que só em existir você já me bagunça toda. Você só me faz o favor de piorar, da maneira mais incrível possível, aí fica tudo revirado e depois ninguém fica pra arrumar, sobra pra mim, sempre. Sobra mais um fim. Não se mexe!

quinta-feira, março 13, 2014

Eu tempestade, meu adeus brisa



Até hoje, vou te contar, eu penso na mensagem que você nunca mandou, nas coisas que você nunca me disse. Ainda espero, em silêncio e relutante. Lembro da gente nas músicas que você nunca me dedicou. Sinto saudade de você, que nunca foi meu. Do nós, que sempre foi eu. Saudade da coisa mais linda que já me aconteceu, mas que na verdade, nem chegou a existir. A loucura mais sensata da minha vida, ou a sensatez mais louca, quem sabe? Amei muito e de verdade, não nego. Ele ou uma idealização, não posso distinguir ao certo, mas era amor e isso não é contestável. E hoje eu me pergunto, com a minha vida seguindo tão bem e a ausência despercebida num canto, se ainda amo. Nada mudou, além de mim, e tudo parece tão diferente, tão distante, tão fora de mim- e dessa vez, acredite quem quiser, por repulsa minha. Mas creio que seja um quase ou pós amor, muito carinho, alguma coisa menor e bonita assim. Porque, seja lá o que ainda resta, é quieto e não grita mais nos meus silêncios, nos meus ouvidos. Não me tira o sono, não me tira o juízo, a paz. Não é espaçoso, muito pelo contrário, compacto. Dizem que o amor é assim, calmo, sereno, brisa. Mas eu não acredito nesse amor que não invade, não vira do avesso, não desarruma. Não consigo imaginar o amor batendo na porta, comportado no sofá. Esperando você oferecer um copo d’água, café, bolo. Com licença, por favor, muito obrigada. Não o meu amor, não comigo. Meu amor pula a janela, põe os pés no sofá e pede mais uma almofada. Reclama que tá com fome e abre a geladeira pra ver o que tem de bom. Rouba o controle, muda o canal, faz bagunça. Meu amor é tempestade, terremoto, erupção. Brisa, comigo, só o fim, só sem mim. Sereno, deixo claro, só meu adeus.
Publicidade (juro que eu escolho com carinho):