O mundo não acabou, mas eu senti o fim
de um grande ciclo da minha vida. Eu sou apaixonada por essa época, ano novo,
renovação, mais 365 dias pra fazer tanta coisa acontecer, tentar de novo,
tentar melhor. Não peço, só agradeço. Mas posso sentir, em cada poro do meu
corpo, que ano que vem será o melhor da minha vida, pelo menos até agora.
Talvez porque eu seja muito melhor do que nos outros anos, saiba mais o que eu
quero. Me imponho bem mais. Quem sabe porque eu, finalmente, me livrei de
alguns pesos, desencanei dessa história de apego, tô gostando mais de mim.
Aceitando mais a mim e respeitando os meus espaços, limites, loucuras. Sempre
respeitei e entendi todos os surtos do outro, agora é a minha vez. Não posso
obrigar ninguém a me aturar, me amar, ficar do meu lado. Mas o que eu posso
menos ainda é mudar pra me encaixar na idealização de alguém tão torto quanto
eu. Adaptação é necessário, mudanças são bem vindas quando a gente muda pra
gente. Se anular ou se deixar de lado é o maior erro que alguém pode cometer e
eu já errei demais. Tô de peito aberto, cabeça erguida, pé atrás. Acredito num
ano de realizações, muito amor e sucesso, não por ter fé em 2013, mas por ter
fé em mim. E esse ano, entre tantas lições, crises, lágrimas de dor e
felicidade, me ensinou isso: Ser mais eu, ser completamente eu, transbordando
mesmo, intensa mesmo e fica quem quer. Vai embora quem tem que ir. Vida que
segue e, com toda certeza do mundo, aconteça o que acontecer, eu sobrevivo. Eu
evoluo. Amadureço. Eu esqueço, mas aposto um doce que muita gente que me deixou
escorrer pelas mãos, nunca vai esquecer de mim.
sábado, janeiro 05, 2013
sexta-feira, dezembro 28, 2012
Menos sexismo, mais amor, por favor
Queria dizer que eu conheci
homens fiéis. Já conheci românticos, sonhadores, homens que se doaram muito
mais na relação. Vi homem chorar por mulheres que nunca mereceram, vi a
mulherada vacilando feio, iludindo, brincando com quem não merecia. Já vacilei
também, nunca fiz as coisas por mal, mas já fiz mal, ainda que sem querer. O
ser humano é egoísta, independente de sexo. Pessoas usando pessoas, relações
sem nenhum laço. Eu já vi homens que ignoravam as investidas de meninas lindas,
por amor. Eu vi, ninguém me contou. Canso de ouvir que sou uma feminista
barata, mas eu passo longe disso. Sou justa. Admiro mulheres e homens, desde
que saibam se portar como mulheres e homens. Odeio hipocrisia, covardia,
submissão. Odeio quem ouve um idiota falar alguma besteira na padaria, acha
legal e sai repetindo isso com toda a certeza de que é uma verdade absoluta.
Não defendo um sexo, defendo o amor, valores. Me dói demais ver mulheres
incríveis aturando um cara grosso e idiota, que não dá a mínima pra ela, só
porque ela precisar estar junto a alguém. Queria que, de alguma forma, todas
entendessem que felicidade não é ser dois, é ser. Queria que todas se vissem
como eu as vejo, que todas entendessem o quão são especiais e agissem de acordo
com isso, pensassem que alguém estar com elas não é um favor, é sorte. Também
me dói ver homens sensacionais desacreditando com facilidade da ideia de ser feliz
com alguém, só porque tentou com um alguém muito errado e teve o efeito
contrário. Escrevo porque, apesar dos dias difíceis, quase impossíveis, eu acho
que ninguém merece viver de portas fechadas, se afundando em si mesmo e em
mágoas passadas. Mulheres culpando e criticando os homens, os homens culpando e
criticando as mulheres, todo mundo se fechando pra não sofrer e o amor ficando
sem espaço pra entrar. Porque se fechar é uma opção, mas você se fecha pra dor
e pra felicidade também, isso é uma consequência.
sábado, dezembro 22, 2012
Conto de fadas ao avesso
E foi assim meu conto de fadas ao avesso. Meu final infeliz. Nossa relação era ótima, ele era um príncipe, até resolver, num passe de mágicas, virar sapo e voltar pro brejo, sem mais nem menos. Foi assim, da forma mais covarde e egoísta possível, como se eu tivesse namorando um menino de cinco anos, nosso fim numa mensagem. Mas e eu, como me desencanto? Mesmo depois de toda essa molecagem, não te esqueço. Então me conta, como eu quebro esse feitiço? Como eu boto um fim nessa maldição de te querer tanto, mesmo após sua partida infantil? Na nossa história sobravam bruxas pra te tirar de mim, mas me faltava paciência e equilíbrio. Justo, porque você não botava limites nessa gente contra a gente e eu fui, aos poucos, chegando no meu limite. Então isso é tudo que você tem pra me dizer? Que eu sou louca? Isso nunca foi nenhum segredo. Sou desequilibrada e vivo andando em cordas bambas, ser princesa também não é nada fácil, então tudo bem, sou louca, eu sei. Mas não esquece que eu também sou. Assim, sem complementos. Sou muito, sou tudo. Hoje sou alguém cheia de saudade de um menino. Amanhã, quem sabe, eu seja seu maior arrependimento. E com sapo, veja bem, não tem negociação. Não beijo, não engulo, não quero como animal de estimação. Eu sou, eu fui.
quinta-feira, dezembro 13, 2012
Náufrago
Eu enfrentei o mundo por
você, pra ficar do seu lado, mas você nunca esteve realmente do meu. Hoje,
depois da sua partida oficial, eu posso ver tudo isso e me arrependo de ter
remado tanto sozinha. E em vão, morremos afogados. Você jogou a gente em alto
mar e foi pra outro barco, sem nem se importar se eu sairia bem ou mal disso
tudo. Nunca se importou, não é? Agora eu sei. Agora eu entendo cada conselho de
tanta gente que sempre quis meu bem, que eu sempre joguei fora pra guardar
você. Mas você nunca valeu meus esforços, meu amor, minha doação. Acho que já
entrei no barco furado e devia ter te jogado pra fora antes que ficássemos
pesados demais e tudo afundasse, mas eu escolhi remar. Escolhi você e nunca fui
sua escolha. Mas tudo bem, queria te dizer que, graças a você, aprendi a nadar.
Era questão de sobrevivência, eu tive que aprender. Hoje sou melhor e você? Vai
ser sempre o peso dos barcos, que triste. Não te desejo o mal, porque sua vida
já é vazia demais e não tem mal pior que esse, alguém que não sabe viver.
Alguém que não sabe dar e ter valor. Desejo que, um dia, você entenda o que é
amor.
sexta-feira, dezembro 07, 2012
Eu era esperta, mas aí aconteceu você
Eu nunca fui do tipo de pessoa que se apaixona todo mês, imagina príncipe em qualquer idiota que vê pela frente e todas essas bobagens. Sempre fui esperta, sempre. Até me acontecer você. Comecei a sentir coisas estranhas, que eu não reconhecia, não conhecia, mas era bom. Descobri que sou ciumenta, acredita? Nunca tive medo de perder ninguém antes. Acho que eu só recebi e nunca me entreguei. Nunca tive medo, porque nunca confiei meu peso nas mãos de outro alguém, sempre me segurei, ainda que aos trancos. Mas aconteceu você. E todo o resto foi acontecendo também, de forma natural, sem me pedir licença ou permissão. Eu só acordei um dia e entendi que tava apaixonada ou quase isso. Então me diz, pra que essa desconfiança toda, se a vida chega invadindo e a gente não consegue controlar? Como eu posso te curar, se você não deixa eu ver tuas feridas? Você gosta muito de mim, tudo bem, eu já entendi. Mas e aí? Eu gosto de chocolate e deixo guardado no armário, gosto de sorvete e só tomo de vez em quando, gosto de roupas que eu esqueço que tenho. Entende? Eu tava acostumada a ser esperta e não sei bem como conviver com essa insegurança toda, esse medo de não ser o suficiente, de perder. Então colabora e me faz dormir em paz, porque eu fui tua por mais um dia e você vai dar o seu melhor pra ser assim todas as noites. Tô falando de confiança, de vontade de fazer dar certo, acreditar que vale a pena. Nem me passa pela cabeça te deixar, mas andar sozinha no escuro cansa. Acende a luz ou anda comigo.
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