Sabe, eu sempre fui muito espaçosa, então não é nada fácil pra mim ter que me acostumar com uma linha me limitando, não invadir seu espaço, não me jogar na sua vida toda. Foi sem querer que eu te roubei os espaços, foi tentando respirar em paz que eu te sufoquei. Nunca foi minha intenção impor minhas leis, te convencer das minhas verdades, transformar nosso amor num tipo de ditadura. É que eu sou assim, sem jeito, sem pausa. Sem você o mundo ficou grande demais pra mim e eu aprendi que conforto mesmo é ficar no seus braços, com o espaço que você tiver pra me dar. Que tudo que eu preciso é você. Sem vírgulas, sem mas, sem observações ou condições. Você do seu jeito, no seu tempo, com sua vida fora de mim, com seus dias com seus amigos e o seu futebol. Você com seu sorriso, seu cheiro, suas roupas, minha paz. Então, não sei, se você sente falta de tudo que a gente tinha, de tudo que eu atropelei por medo de perder, me deixa voltar pra sua vida e sentar no sofá. Comportada, sem me espalhar, sem te prender, sem exigir mil coisas. Só me deixa voltar, que eu cuido do resto e, principalmente, cuido de você.
quinta-feira, junho 07, 2012
domingo, junho 03, 2012
Meu ex quase namorado
Traumas de relacionamentos anteriores te marcam muito, talvez pra sempre, mas uma hora você ama de novo, é algo maior que você, e nem isso, nem nada no mundo te impede de se entregar de novo, tentar outra vez. Sempre soube disso, inclusive sei com a maior propriedade que se pode ter, sei por já ter vivido. Mas preferi calar meus alarmes e escutar suas palavras, ler suas atitudes e entender você. E aí começou tudo que não podia ter começado, começou eu namorando sozinha, acreditando em frases desconexas e coisas vazias. Eu esperando alguém que não tinha a pretensão de ficar. Você tinha sua vida e eu tinha você, e pra mim isso bastava. Nossos dias de casal, nossos planos a dois, nossos momentos a sós. Só era quase um namoro, porque você era quase, incompleto, covarde, um menino. E meninos sempre enjoam dos brinquedos, mais cedo ou mais tarde. Demorou, mas você agiu conforme sua natureza, seu tempo, sua imaturidade. Cada vez te via mais longe, eu dava um passo na sua direção e você recuava três. Me enchendo de vírgulas, por não ser homem pra botar um ponto final. Me guardando na estante, pra ir brincar lá fora. Aceitei muita coisa, mas virar boneca, ah isso eu não pude admitir. Ir embora é coisa de gente grande, então eu fui, só assim teria fim sua molecagem, não nasci pra divertir criança. Essa partida dói em mim até hoje, confesso. Tudo podia ter sido diferente, lindo, especial, nosso. Eu gostava de você por dentro, por fora, por todos os ângulos. Gostava só porque era você e um dia você vai entender o valor disso, o meu valor. Quando você não tiver mais carrinhos bonitos pra emprestar, bonecos caros e roupas legais, o que te cerca vai sumir e você vai precisar crescer. E é nesse dia que você vai lembrar de mim, de nós, do que fomos e tudo que poderíamos ter sido, se você não fosse só um menino encantado com brinquedos caros e banais.
terça-feira, maio 29, 2012
Eu, você e uns carinhos
Você tem sua vida, eu tenho a minha, mas olha só a loucura, a gente tem a nossa vida também, paralela a tudo isso. Você fica com essas meninas sem graça por aí e continua sendo meu. Isso é bonito, mas é triste, porque não é fácil dividir você, como se fosse algo sem valor. Mas também não seria fácil a gente assumir um compromisso e se afundar nessas cobranças, mentiras e desconfianças dos namoros por aí. Faz falta uma certeza sobre nós, mas não sei ao certo se isso ia ser melhor pra nossa relação. A gente se vê quando dá tempo, quando dá pra ser, fala o que conseguir. E é isso que todo mundo vê, a gente se vendo num fim de noite, num fim de mês, sem trocar confidências. Mas se eles pudessem sentir meu corpo quando tá perto do teu, se fossem invadidos pelos seus olhos como eu sou, também não iriam conseguir falar muito ou tirar maiores conclusões. Iam só sorrir e entender porque, apesar dos pesares, eu continuo sendo sua, quando a vida me deixa te ter um pouquinho. E esse pouquinho, pode acreditar, me faz mais feliz do que todo o resto do tempo que eu passo sem você. Sem gaiola, sem coleira, só você, eu e uns carinhos.
sábado, maio 26, 2012
O melhor abraço do mundo
Há um tempo atrás eu tinha o melhor abraço do mundo. Meu refúgio, meu ponto de paz, enfim, tudo que eu precisava. Nada me faltava, mas ainda assim, eu comecei a sentir falta de alguma coisa que eu nunca soube identificar. Talvez falta do vazio e essas diversões baratas que enchem os olhos de quem namora e faz muito solteiro chorar. Então, certa de que alguma coisa estava errada, abri mão do melhor abraço pra provar outros, que poderiam ser tão bons quanto o que eu tinha, por que não? Fui no impulso de provar o mundo e me deixar provar. Conheci outros braços, algumas bebidas, boates, comecei e terminei outros relacionamentos. E todos eles iam me preenchendo cada vez menos. Passei noites sozinha, noites acompanhada e passei a noite que eu soube que você tinha um novo alguém. E essa noite eu me lembro como se fosse ontem. Não foi fácil saber que outra se deita no meu abraço. E foi aí que eu entendi o que tava me faltando, um pouco tarde, talvez. Tava faltando eu conhecer outros carinhos e ter certeza de que nenhum se compara ao seu. Minha curiosidade e impermanência me fizeram ir embora do único lugar que me fazia feliz. Tive que perder, pra entender a imensidão de tudo que eu tinha. Não posso ser egoísta de novo e, apesar de cada célula do meu corpo gritar por isso, não seria justo invadir tua felicidade e te pedir espaço em você, na sua vida outra vez. Quem sabe sua nova menina entenda o presente que é ter você e te guarde com todo amor, como você merece. Se ela não o fizer, me abraça e me devolve você!
segunda-feira, maio 21, 2012
Sem caráter, sem cartola
Uma história nem sempre é feita pra dar certo. Por mais que ela dure, ela acaba um dia, era pra ser assim desde antes de começar. E todo fim dói, porque toda relação exige entrega e, no final, já não se sabe ao certo onde um termina e começa o outro, e os dois vão embora assim, deixando e levando uns pedaços perdidos. E a vida segue, não é? Tem muita vida ainda, muitos possíveis amores, muita coisa pra acontecer. Eu sempre soube, mas não esperava que você fosse superar tão rápido e dar uma sequência tão grande na sua vida, fora de nós. Eu também havia superado, digo, tava bem, pensando em mim. Só que, do nada, você volta e diz tanta coisa, palavras que eu poderia ter visto que eram da boca pra fora, mas preferi fechar meus olhos, mais uma vez. E aí que começou meu maior erro: Dar uma nova chance. Por um minuto, eu esqueci quem era você. Quis de volta o cara que eu comecei a namorar e esqueci que você era só o cara do fim, egoísta, que me fez sofrer e viveu bem sem mim. Preferi pensar que tudo podia ser diferente e que você iria mudar, mas é impossível, e sabe porque? Porque uma pessoa pode mudar o jeito, o cabelo, as roupas, mas caráter... ah, isso ninguém muda não. Então, parabéns! Por mais um espetáculo, mais um número de ilusões, mais um show seu que eu me vesti de palhaça. Mas acima de tudo, obrigada. Porque depois de você, eu entendi finalmente o meu valor, fiquei mais esperta, mais madura, mais minha e mais feliz, por que não? Vim fechar as cortinas e ir embora, sem te aplaudir. Porque um bom mágico não revela seus truques, mas os seus são tão ridículos quanto aqueles de Kit Mágica pra crianças e não enganam ninguém que esteja disposta a ver além. E, graças a você, hoje eu sou esse alguém. Obrigada.
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