Se você for silêncio, não haverá palavras ditas entre nós. Porque a única coisa que eu faço sozinha agora é ser feliz. Não vou amar por dois, falar por dois, entender por dois. Fazer minha parte já é muito trabalho e eu quase não dou conta. O que for pra ser, será. Não desespero, não corro, nem tento pular fases, atravessar tempos. Não mais. Tô com uma certeza estranha de que tudo vai dar certo, confio. Depois de uma tempestade, tô com medo até de brisa. Não quero nenhum tipo de cobrança agora, já me cobro demais. Acho que sou o meio das histórias, um meio sem saber como virar fim. Chego devagar, quando dou por mim, já comecei. E, aos poucos, me afasto, vou embora sem dizer adeus. Não por maldade, mas é que as coisas me tiram o ar e eu me sinto sufocada muito rápido. Canso de tudo, canso de mim também, de sempre me cansar. Aí eu volto pra histórias antigas, boto mais uma vírgula, começo uma nova, sem querer. E é também sem querer que sou impermanente ás vezes, é querendo permanecer que eu me ausento. Eu tento ser alguém mais estável, mais fácil, mais acreditada no amor e todas essas coisas. Mas no fim, meu teatro fecha as cortinas e eu de verdade entro em cena, pra finalmente ir embora, acreditando um pouco menos em tudo.segunda-feira, abril 02, 2012
Que se fechem as cortinas
Se você for silêncio, não haverá palavras ditas entre nós. Porque a única coisa que eu faço sozinha agora é ser feliz. Não vou amar por dois, falar por dois, entender por dois. Fazer minha parte já é muito trabalho e eu quase não dou conta. O que for pra ser, será. Não desespero, não corro, nem tento pular fases, atravessar tempos. Não mais. Tô com uma certeza estranha de que tudo vai dar certo, confio. Depois de uma tempestade, tô com medo até de brisa. Não quero nenhum tipo de cobrança agora, já me cobro demais. Acho que sou o meio das histórias, um meio sem saber como virar fim. Chego devagar, quando dou por mim, já comecei. E, aos poucos, me afasto, vou embora sem dizer adeus. Não por maldade, mas é que as coisas me tiram o ar e eu me sinto sufocada muito rápido. Canso de tudo, canso de mim também, de sempre me cansar. Aí eu volto pra histórias antigas, boto mais uma vírgula, começo uma nova, sem querer. E é também sem querer que sou impermanente ás vezes, é querendo permanecer que eu me ausento. Eu tento ser alguém mais estável, mais fácil, mais acreditada no amor e todas essas coisas. Mas no fim, meu teatro fecha as cortinas e eu de verdade entro em cena, pra finalmente ir embora, acreditando um pouco menos em tudo.quinta-feira, março 29, 2012
Mistério é pessoal
Me entender é um privilégio. Tem que ser pelo coração, tem que ser com a minha permissão. Não me esforço pra fazer sentido, gosto da dúvida, de nem eu mesma saber meu próximo passo. O que eu quero agora pode durar algumas horas, alguns anos, quem sabe? Só me explico pra mim mesma, e, ainda assim, não me entendo. Quem dirá as outras pessoas, que não acompanham nem o início dos meus pensamentos insanos, intensos, inteiros. Quem sou eu? O que eu quero da vida? O que eu tanto espero das pessoas? E o que eu desespero? Queria poder responder pelo menos uma pergunta, facilitar minha vida, estar à frente de mim. Demoro muito tempo pra tomar uma decisão, mas aí eu posso afirmar: decisão tomada não tem volta. Talvez minha certeza seja não ter certeza, minha resposta seja não ter resposta, Talvez meu mistério, que eu sempre quis ter, seja exatamente esse: ser um ponto de interrogação junto a uma exclamação. Falo sobre mim, meus amores e desamores com desconhecidos, sem tabus, sem problemas. Conto meus sonhos, minhas histórias, minhas ideologias. Aí me lembro que não tô sendo nada misteriosa, mas já foi, sou mais rápida que isso. Só que veja bem, mistério é muito relativo, muito pessoal. E, mesmo contando minha vida pra uma amiga ou um cara no bar, eu sou o mistério de ser hoje e só. Amanhã, já sou outra e nem eu me reconheço.segunda-feira, março 26, 2012
A vida sem manual
Ouvi dizer por aí muitas coisas, recebi mil instruções, infinitas receitas de como conseguir um bom relacionamento de gente que tá junto por pena ou carência. Muitas pessoas erradas, me dizendo o que eu deveria fazer pra ser certa, mas pouca gente dizendo que eu tinha que fazer o que me fizesse feliz e só. Tive que aprender sozinha a me fazer bem, a estar com gente do bem, a ser maluca pra não enlouquecer. Tive que saber a hora de me impor e de me calar, de lutar e de abrir mão. Foi difícil entender a hora de ficar e a hora de partir, o que vale a pena e o que não. Mas isso ninguém pode entregar pra gente em forma de manual. Tropecei muitas vezes antes de resolver mudar de caminho, até perceber que o problema não era eu ou a minha forma de andar. Chorei na frente de quem não devia, falei o que não precisava, senti sozinha ou absurdamente mais. Passei muito tempo de malas prontas, até finalmente ir embora. E nesse tempo aprendi a lidar comigo, pra poder ser uma boa companhia pra mim e não deixar qualquer pessoa do meu lado só pra me distrair. Foi te encontrando que eu me perdi, te perdendo que eu me encontrei. Foi partindo que eu pude entender minhas anotações vazias sobre a vida, o amor. Você foi causa de coisas boas e muitas ruins, mas, principalmente, me ensinou do jeito mais torto possível o que ninguém tinha conseguido com post-its e lembretes de felicidade: Me ensinou a me amar acima de tudo e todos, que a maior parte da magia de um relacionamento pode ser fantasia minha e que, não importa o quanto tudo foi bom, o próximo amor vai ser sempre o melhor, é só eu deixar.quinta-feira, março 22, 2012
Namorar é coisa séria
Namorar é ótimo, mas quando vira uma necessidade, é um problema. Gente que namora a primeira pessoa que consegue, mesmo sem gostar, porque "o amor nasce depois". Nasce? Em que época isso? Papinho machista do tempo em que as mulheres tinham que casar com quem o pai escolhesse, eu acho incrível como ainda usam isso como argumento. Aí o cara começa a namorar a garota que conheceu a um mês ou menos, e depois de pouco tempo, descobre que ela é muito chata, não dá. Termina e, algumas semanas depois, namora aquela desesperada que vivia no pé dele a anos, porque é o que tem pra hoje. Daí ela, como era óbvio desde sempre, é desesperada demais, sufoca qualquer um. Em pouco tempo ele termina e já parte pra próxima, que vai ser isso demais, ou aquilo de menos também. E nada do amor nascer. Claro, porque pra início de conversa, o amor que tem que nascer primeiro é o próprio, porque isso é o cúmulo do não suportar a própria companhia. E depois, ninguém começa amando ninguém, certo, mas começar não sentindo absolutamente nada e acampar à espera do amor, eu acho completamente triste e em vão. O amor nasce de parto normal, você não escolhe o tempo. É assim, ele chega quando quer, pra quem ele quiser e vai embora por vontade própria também. Não se pode acordar e dizer "Que dia lindo, acho que hoje vou amar a Fulana!". O que vocês tão fazendo? Eu lamento muito, não por vocês, mas pela desesperada, pela chata e por tantas outras, que tem sentimentos e planos. Começar uma relação, mesmo que relâmpaga, envolve doação, confiança, sonhos... mesmo que só de um lado. Vocês tão buscando o amor errado, brincando com o que não é brinquedo. Se amem e deixa que a vida cuida do resto. terça-feira, março 20, 2012
Quem gosta, gosta na sombra e no sol
Não é questão de compromisso ou uma cobrança a mais pra satisfazer meus caprichos. É que pra ficar do meu lado, tem que ser no escuro e no claro, na sua hora e na minha. Tem que ser nós dois, e quando preciso, nós dois e o mundo! Ficar comigo quando não tem ninguém olhando, nada melhor pra fazer, quando sua rua ou sua vida estiver deserta não vai rolar. Não quero a chave da sua vida, o monopólio do seu coração e pensamento, não quero te controlar, tô muito ocupada comigo mesma. Só quero que a pessoa que esteja comigo, segure o tranco de estar comigo, no mínimo. Não quero me sentir escondida, odeio essa sensação e não admito ser tudo na sombra e nada no sol. Não tenho mais paciência pra aturar quem faz discurssinho apaixonado numa noite qualquer e num churrasco não segura minha mão. Odeio esse desperdício de palavras, essa necessidade de falar tantas coisas inventadas, com medo de expor o que realmente se sente. Não tenho mais tempo pra essa imaturidade emocional, essa gente em cima do muro, essas cenas ensaiadas e repetidas. Não me importa com o que você está acostumado, como você costuma tratar todas as outras, se você não se sente a vontade com exposição. A única vontade que prevalece na minha vida é a minha, respeitei muito o espaço das pessoas e ainda respeito, mas agora também imponho o que me faz bem, também faço questão de ser respeitada. É assim que as coisas são, estamos combinados ou beijos, até um dia. Ou tá do meu lado ou não tá comigo, não tem outra opção.
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