Passo cada segundo do meu dia me jurando ser indiferente com você. Você fala comigo, eu cumpro a promessa. Você não entende, pergunta se eu tô chateada e o que aconteceu. Não foi nada. Só tô cansada de você, de nós, de tudo isso. Tô de partida, malas feitas, mesmo você não acreditando.Pra não me cansar mais ainda, paro no 'Não foi nada'. E você sai, irritado e com um "tchau" que eu odeio mais que tudo. Mas já não importa, tchau pra você também. Afinal, nada pode ser mais difícil do que ficar na situação que eu tô a tanto tempo. Ser indiferente vai ser fácil. Dor é normal, se não for forte, eu já nem sinto mais. Sempre te tratei melhor que todos os outros, e o que você faz que te torna melhor que eles? Seguindo essa lógica, teria o direito de te tratar até mal. Mas não sou assim, uma pena. Acontece que agora eu não dou mais o meu melhor pra quem me dá pouco. Não corro atrás de quem não dá um passo por mim. Não faço festa quando alguém que sabe que eu tô louca de saudades e não move um dedo pra me ver, vem numa droga de chat e fala "E ai". Te acostumei muito mal, mas agora vou desacostumar. Porque meu medo de ter perder, virou meu objetivo, então nada me prende. E se ir te matando aos poucos levar um pedaço de mim, que leve. Porque a dor de você na minha vida me afeta inteira e eu não aguento mais. sábado, março 03, 2012
Tchau pra você também
Passo cada segundo do meu dia me jurando ser indiferente com você. Você fala comigo, eu cumpro a promessa. Você não entende, pergunta se eu tô chateada e o que aconteceu. Não foi nada. Só tô cansada de você, de nós, de tudo isso. Tô de partida, malas feitas, mesmo você não acreditando.Pra não me cansar mais ainda, paro no 'Não foi nada'. E você sai, irritado e com um "tchau" que eu odeio mais que tudo. Mas já não importa, tchau pra você também. Afinal, nada pode ser mais difícil do que ficar na situação que eu tô a tanto tempo. Ser indiferente vai ser fácil. Dor é normal, se não for forte, eu já nem sinto mais. Sempre te tratei melhor que todos os outros, e o que você faz que te torna melhor que eles? Seguindo essa lógica, teria o direito de te tratar até mal. Mas não sou assim, uma pena. Acontece que agora eu não dou mais o meu melhor pra quem me dá pouco. Não corro atrás de quem não dá um passo por mim. Não faço festa quando alguém que sabe que eu tô louca de saudades e não move um dedo pra me ver, vem numa droga de chat e fala "E ai". Te acostumei muito mal, mas agora vou desacostumar. Porque meu medo de ter perder, virou meu objetivo, então nada me prende. E se ir te matando aos poucos levar um pedaço de mim, que leve. Porque a dor de você na minha vida me afeta inteira e eu não aguento mais. quarta-feira, fevereiro 29, 2012
Um cara e uma cadeira
Ele sempre quis espaço, não perder a liberdade, aproveitar a vida. Mas queria também a menina que sempre esteve ali, com o coração na boca, esperando ansiosa pelo dia em que ele resolvesse ficar com ela de verdade. Teve tempo em que ela sentou, esperou, chorou. Ele vacilava e a convencia de que ninguém ia tentar protegê-la tanto quanto ele, aí ela lembrava de outros idiotas e então aceitava, voltava pro seu lugar. Aí foram aparecendo tantos outros caras, tanta gente querendo que ela levantasse, tantos que nem teriam feito a moça sentar. Ela pensou, se olhou no espelho, se pediu desculpas e fez promessas, prometeu se fazer feliz sozinha, a qualquer preço. Ele sempre ia, voltava e a encontrava sentada, no mesmo lugar de sempre, com planos e carinhos. Aí ele dava a ela uns minutos contados de felicidade e voltava pro mundo, sem se preocupar com a volta ou com ela enquanto não houvesse a volta. Até que um dia ele voltou e a cadeira estava vazia, com um bilhete de "Se cuida, te quero bem", que escondia uma história e mil mágoas. E voltar pro mundo, continuou sendo bom, mas não era a mesma coisa. Porque lá no fundo, ele sempre soube que naquela cadeira tinha mais que uma menina com planos anotados, chorando á toa e querendo atenção. Ele sabia que a felicidade de verdade tava ali sentada também, que ali ele não precisava beber e ser engraçado, que ele podia contar os problemas, o dia e ia sempre ouvir palavras doces. Que a menina sentada, sempre acreditou nele mais do que ele próprio e sempre que ele pensava em desistir de um sonho, ela nunca deixava. Ela esperava mais do que ele voltar com aquele pouco tempo de sempre, ela esperava que ele fosse feliz. Mas agora tá lá, a cadeira e o bilhete borrado, alguns sonhos pelo chão e uma história de amor, voando pela janela, livre, porém pesada. Ele ainda volta e se depara com o mesmo cenário, cada vez mais frio e menos colorido. E, veja só, agora quem espera é ele. Espera que ela volte e tudo seja cômodo como sempre, feliz como só era na presença dela, sempre confusa, ingênua e encantadoramente inteira. Mas a menina tá longe, depois que levantou, não aceita mais se sentar e esperar pelo tempo de ninguém. Porque todo dia que ela acorda, ela sorri, pra nunca mais deixar apagar esse brilho que sempre lhe foi peculiar. Porque a vida é mais do que um cara e uma cadeira e hoje ela sabe disso. Ela se ama sozinha e recebe carinhos desses moços, que entre ir pro mundo e encontrá-la, deixam o mundo pra depois. E tudo vira aprendizado, não é mesmo? Hoje ela é quem visita rapazes em cadeiras, não por maldade, mas por medo de ter que voltar a sentar.sábado, fevereiro 25, 2012
Meu recomeço, você pra trás
Olha só a loucura: Vivo esperando pelo dia em que você vai passar por mim e me ver feliz, nem aí pra você, com outro cara bem melhor ou só comigo mesma, que sou uma companhia maravilhosa. Ao mesmo tempo só queria pedir arrego pro mundo, poder me despir de todo esse orgulho, ignorar meu amor-próprio e deitar no seu colo, pra encontrar em você o meu conforto pra tua ausência. Quando você me liga num fim de tarde, queria ir correndo e pedir por outros fins de tarde, quando você tiver tempo, quando você quiser. E me alimentar novamente das suas migalhas, sempre tão pouco que me faz sugar coisas de mim mesma, coisas que eu nem tenho pra dar. E eu me vejo tão completa e depois tão vazia, numa fração de segundos, assim que vejo suas costas indo. Indo e não sabendo quando elas vão voltar ou pra quem elas vão chegar até a volta pra mim. Queria te pedir, pelo amor de Deus, pra você parar de brincar assim, me testar, me esgotar. Pra você ir ou ficar, mas, por favor, não ficar indo e vindo. Não rouba minha paz assim. Daí eu lembro que amor não se implora, que consideração não é um favor que se pede, e preciso continuar sendo forte. Mil armaduras pra afastar você, querendo desesperadamente você por perto. Lembro que você quem fez tudo acabar assim, que você ainda tem muito que aprender e eu não tenho mais condições nem tempo de te ensinar. Então eu continuo andando, reto. Ouço sua voz e diminuo o passo, ainda te gosto tanto. Mas continuo reto. Um dia vou estar longe demais pra te ouvir. E é por isso que eu não paro. Que se dane nosso fim, meio, começo. Quero meu recomeço, e só.quinta-feira, fevereiro 23, 2012
Ciúme, a linha entre carinho e obsessão
Ciúme não é só ter medo de perder alguém, é gostar tanto desse alguém a ponto de não aguentar só uma parte da atenção. É o sentimento mais infantil que existe, é meu e eu não empresto pra ninguém. E o que não é, também não empresto. Aliás, o problema maior é justamente esse, separar o que é meu de fato do que eu acho que é. E ter que disfarçar essa loucura de não querer dividir pessoas que nunca me pertenceram. Ciúme na medida é carinho, fora da medida é problema. Não ter ciúmes é ruim, porque gostar é isso, querer sempre, querer inteiro, querer só pra si. E ter ciúmes demais é trágico, porque desgasta relações, sufoca o outro e principalmente você mesmo. Aí você vai e fica sem compromisso com alguém, e gosta, e te faz bem, tá tudo ótimo até você ter o maldito ciúme. Aí já era, não tem mais limites, não tem mais saída. Ter ciúmes é de fato um sinal e te deixa somente duas opções: Ou você se compromete e pode usar o pronome possessivo à vontade, ou você cai fora, porque já se envolveu demais. Não tem como se controlar, mudar, deixar passar. Quando ele chega, ou você sai, ou ficam os três. Porque ficar só você e o ciúme, não só dói, enlouquece.
quarta-feira, fevereiro 15, 2012
Estar solteiro
Estar solteiro não é estar sozinho, que fique claro. Sozinho é quem é metade, independente de estar namorando ou não. Estar solteiro é quase um estado de espírito, é a bipolaridade em forma de status de relacionamento. Como tudo na vida, tem seus altos e baixos, cada um opta pelo que prefere: uma vida leve ou o vício de sofrer. Ser solteiro é poder ir pro bar, pra boate, pro show, pro mundo. É ter romances e não ser de ninguém. É o carinho sem compromisso, o beijo sem decepção, histórias breves e sem mágoas. Tem quem escolha esperar o telefonema no dia seguinte e ficar criando ilusões, buscando jeitos novos de sofrer. Mas também tem a minha opção preferida, quem nem dê o número de telefone, sem laços, sem esperas, sem dor. O poder de escolher quem passa de uma noite, quem chega a uma semana, quem já passou do prazo de partir. Ser solteira é ter o controle, é negociar com o coração, é pele, amigos, diversão. Mais sorrisos e menos lágrimas, mais desapego e menos drama. Ter alguém pra dividir é lindo, mas transformar o ter-alguém numa necessidade é triste, porque a maioria dos alguéns só subtrai, suga vida, sonhos, amor. Mas sabe o que é lindo também? Se completar. E ir brincando de amor e liberdade por aí, sem deixar a brincadeira ficar séria. Acima de tudo, ser solteiro é entender e esperar a hora certa, a pessoa certa, o que o destino reserva e amém. Porque não tem como apressar as coisas, só ir se entregando em vão, ir se perdendo e se machucando. Não tenho pressa, tenho amor. E sabendo do valor do amor e principalmente do meu, prefiro me poupar e continuar brincando. Porque se não vale a pena, nem entra na minha vida. Se não vai me fazer sorrir, por favor, não roube meu sorriso.
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