Pena dessa gente que precisa viver levantando a bandeira da liberdade e ridicularizando o amor pra ser feliz. Pena de quem diz que não quer se prender porque é foda demais e tem muito o que viver, mas no fundo só morre de medo se não segurar a barra que é manter um relacionamento. Desculpa, mas eu tenho vontade de rir dessas pessoas que se acham tão auto-suficientes, mas não suportam a própria companhia sem encher a cara de vodka ou sem passar um tempo com essas biscates por aí, que falam o que você quiser ouvir em troca de sacanagem. Mas tudo bem, vocês só precisam ouvir alguém alimentando essa coisa ridícula disfarçada de vontade de viver, aí vocês acreditam ou fingem acreditar e dão continuidade às suas vidas vazias, sempre gritando que querem sempre ser solteiros e todos esses clichês. Hipocrisia me enjoa. Malandro não grita que é malandro, isso é coisa de otário. De verdade, eu só desejo que um dia o amor dê um tapa na cara de vocês. Porque o amor, meu bem, ele chega e não pede permissão pra entrar. Ele não quer saber das suas ideologias, das suas farsas ou verdades. Ele chega bagunçando tudo e você não pode fazer nada, só assistir. Meu desejo acaba aqui. Só que aí tem a participação da vida, e a vida, meu amigo, não deixa por menos não. Talvez a pessoa que você ame, faça parte do movimento revolucionário dos super-humanos que se bastam e fogem de compromisso. E deixa eu ir te avisando, o amor, ele nem sempre chega pros dois lados. Quero ver onde vai parar toda essa malandragem! Esperto mesmo é quem não cospe pro alto. Um dia vocês vão aprender, mas isso eu deixo na conta da vida.
sábado, janeiro 28, 2012
quarta-feira, janeiro 25, 2012
A magia do vazio
Eu queria, numa dessas noites que eu saio tentando te perder e me encontrar, ou vice-versa, achar graça no vazio. Simples, o vazio não enche, não diminui, não dói, não faz diferença. O vazio ocupa o tempo sem ocupar espaço, distrai sem deixar marcas ou maiores lembranças. O vazio é o hoje que não se estende até amanhã. Um cara na balada, um romance de um dia, um amor de algumas horas. Só que aí que tá! Lá tô eu falando de amor de novo, que coisa chata. Queria conseguir ser de alguém e deixar de ser, em espaço de minutos. Menos coração e mais pele. Agora é assim, meu corpo todo boicotando o coração. Chega, né? Todo esse tempo e só fez besteira, meu filho. Vamos aproveitar que eu tô me desligando de algumas pessoas e vamos desligar você também. Uma vontade de ser menos, pra depois ser absurdamente mais. Recuperar as forças e gastar as energias. Menos certeza e mais arrependimentos, por que não? Já sei o fim das histórias antes delas começarem, e é aí que eu começo a pensar que, talvez, esteja na hora de virar a vida do avesso. Se eu me perder, se você me encontrar, antes de continuar andando, me dá um abraço. Só me segura pelo braço, se não for mais soltar.
domingo, janeiro 22, 2012
Tô indo pra outras esquinas
Sabe, eu acho que quando você começa a ter argumentos imediatos pra destruir toda e qualquer desculpinha do garoto que você supostamente ama, parabéns, vejo o fim se aproximando. Eu, que espero mais pelo fim definitivo do que por qualquer outra coisa nesse mundo, posso finalmente dizer que não me sinto mais presa ou de olhos vendados. Enxergo as coisas claramente e quase nada me agrada. Migalhas não matam mais minha fome. Tô parada numa esquina fria e não sei o porquê. Já consigo andar, questionar, negar. Consigo dizer tantas coisas que ficavam só escritas por tanto tempo e, quem diria, sorrir. Sorrir pra outros caras, pra mim. Agora a melhor parte: Tô conseguindo não sorrir também. Quando vejo suas fotos, quando você dá sinal de vida. Sendo assim, tô indo pra outras esquinas, me perder, me encontrar. Te esquecer de vez e lembrar de mim. Olho pra você e penso em mil coisas que a gente poderia ter sido. Mas não penso mais em nada que a gente possa ser além de amigos, não vejo futuro, nenhuma expectativa. Você, enfim, no passado. Fiz de tudo e não deu em nada, por isso, não tem mais o que se fazer. Só ir embora. Já adiei minha hora, agora é pra valer. Você que sempre gostou de ganhar, jogar e me ensinou tanta coisa, agora vai aprender a perder.
quinta-feira, janeiro 19, 2012
Parabéns, mulheres!
Ser mulher é uma arte. Eu adimiro e bato palma pra vocês que carregam mil dores no coração com um sorriso no rosto. Vocês que mesmo com tudo desandando, mesmo sem saber pra onde ir ou o que fazer, contiunuam andando por aí, de salto alto e maquiadas. Eu acho incrível as técnicas, a loucura, as neuroses, esse lado psicopata que a gente tem. Essa coisa de fuxicar todas as redes sociais, descobrir tudo e esperar o momento certo de falar. A resistência de ser feliz o dia todo e só chorar antes de dormir. Essa natureza de perdoar, de confiar, se entregar. Esse amor por tudo, que mesmo quando tentamos disfarçar, continua ali. Essa fragilidade e força, coexistindo, contrariando leis de física, leis dos homens. Acho lindo os planos de vingança, esperando só um pedido sincero de desculpas pra serem cancelados. Parabéns pra você que já fez tanto menino crescer por aí, mesmo que isso te custasse uma cicatriz a mais no coração. Pra você que tem TPM, mil problemas, mas tá sempre ali pra cuidar do mundo. Eu sou mulher, pode parecer suspeito, mas sinceramente? Vocês são mulheres-maravilhas sim.
terça-feira, janeiro 17, 2012
Meu mistério
Nunca tive paciência pra ir até o final de nada. Nunca consegui acompanhar séries, programas, filmes com muitas continuações. Saio assim, no meio, deixando as coisas pela metade. Acho que vem daí minha dificuldade de terminar relacionamentos. Vou embora sem dizer adeus, deixo pedaços de mim, depois me refaço. Sou inteira e feita de histórias incompletas. Esse é meu grande desafio, meu mistério. Me manter por muito tempo na mesma coisa. Alguns caras aceitam minha partida, outros me deixam ir e depois querem tentar de novo. Não recomeço o mesmo jogo, deixo avisado. Agora, cadê o homem que consegue me prender? Olha,eu até me encaixo nas suas leis, a gente pode ir com calma ou depressa, com carinho ou mais frio, com exposição ou discreto. Essa é minha parte. Depende de você conservar o frio na barriga, o pensamento monopolizado, a vontade de continuar sendo nós. Faça o que fizer, não me deixa enjoar! Eu enjôo de biscoito recheado, de Nescau, de bolinho, mas de uma pessoa, de uma história... Não me deixa sentir isso, não mais. Me prende no seu jogo, nos seus braços, na sua vida. Me prende de uma forma que, quando você me soltar, eu ainda esteja presa. Vou ficar aqui, entediada e tentando ser desvendada por meninos, enquanto espero você, um homem. O homem.
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