Quero os melhores romances, ou prefiro ficar sozinha. Quero as melhores lembranças, ou prefiro não lembrar. Ou vivo intensamente, ou vou levando essa rotina que não incomoda, não interfere, não fere, mas também não é vida. Vou dispensando tudo o que não julgo suficiente pra me roubar a solidão. Vou excluindo do meu convívio todos que não parecem prontos pra marcar meu dias. E vou me excluindo um pouquinho também, vou me dispensando sem pudores, porque é mais fácil me deixar de lado do que lidar com a minha falta de coerência.
segunda-feira, outubro 17, 2011
segunda-feira, outubro 10, 2011
Sem laços, sem nós
Sabe o que eu descobri ? Que tem vida aqui fora. Fora dessa areia movediça de relacionamentos falidos e migalhas de amor. Sabe o que eu tô achando ? Que a areia nem é tão movediça assim, eu que me jogava e fazia questão de não ter como sair. Tô bem, feliz. Quero menos comodidade, muito menos coração. Quero que quando você me ligue. eu vá e volte mais minha do que quando eu fui. Quero amores de uma noite, quero ser desapego. Sem esperas, sem decepções. Quero parar de me lamentar com as minhas amigas e só contar coisas boas e leves, dividir minha felicidade pra não transbordar. Sou agora, acredita ? Sou o hoje, o amanhã deixa pra amanhã. Tudo tão simples, tão bonito. Deus, não me deixa complicar, deixa assim, deixa estar. Se eu for sua hoje, me deixa te fazer todo carinho do mundo, amanhã já sou carinho pra outro, abraços sem laços. Sem laços, sem nós, aprendi. Agora os dias que passam são dias a mais e não a menos. Ninguém mais rouba meu tempo, meu amor. Voltei, enfim, pra minha posição preferida: defensiva total. Ninguém me invade, não deixo. Se der mole, eu expulso. Se for gol, eu marco impedimento. Sou a juíza meu bem, só joga quem pode, quem aguenta. Jogador a menos pra mim não faz falta. Beijos, fui viver.sexta-feira, outubro 07, 2011
Tati Bernardi
Aprendi a amar menos, o que foi uma pena, e aprendi a ser mais cínica com a vida, o que também foi uma pena, mas necessário. Viver pra sempre tão boba e perdida teria sido fatal.
quinta-feira, setembro 29, 2011
No peito só amor-próprio
E foi assim que eu, finalmente, voltei pra única pessoa no mundo que nunca me abandonou ou desmereceu: eu mesma. Foi desse jeito meio torto, meio bruto que eu voltei pra mim. Foi depois de me doar e me doer tanto que eu percebi que não vale à pena. Não vale porque se uma pessoa te fere mais do que te cura, isso é doença e não felicidade. É câncer e não amor. Viver de anestesias, dor e mais anestesias é sobreviver e só. Me recuso. Coração vazio e sorriso cheio, que assim seja. Os arranhões já não me doem, cada decepção eu levo como vacina. Dessa vez prometo não me abandonar, me deixar de lado ou me diminuir por ninguém nesse planeta. Se não tiver jeito, posso até me emprestar, me dividir quem sabe, mas me perder nunca mais. Agora é assim, primeiro eu. Quem não gostar das regras, não joga. Tô feliz, acredita ? Olha só a irônia, fui buscar o amor e já tinha. Fui tentar ser feliz e já era. Fui tentar me encontrar e me perdi. E, que loucura, precisei me perder pra me valorizar.
sexta-feira, setembro 23, 2011
Uma saudade
Andei pensando em você hoje, pensando nos nossos momentos. Eu sempre cedendo, sempre vendo em você muito mais do que você realmente é. Lembrei das tantas loucuras que eu já fiz por nós, das furadas que você me metia. Lembrei que agora as coisas estão ruins, mas não me lembro de quando foram boas. Eu sempre imaginando, idealizando, sonhando e a realidade sempre a mesma droga. Minha atenção sempre focada em você e a sua no seu próprio umbigo. Lembrei, tranquila e sorrindo, das tantas vezes que priorizei você, me desdobrei pra te encontrar, e de como você nunca adiou uma ida a padaria por mim. Lembrei daquele dia que a gente saiu e eu acabei perdendo o casaco por culpa sua. E quer saber ? Me deu uma saudade... eu adorava aquele casaco, idiota.
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