sexta-feira, outubro 07, 2011

Tati Bernardi


Aprendi a amar menos, o que foi uma pena, e aprendi a ser mais cínica com a vida, o que também foi uma pena, mas necessário. Viver pra sempre tão boba e perdida teria sido fatal.

quinta-feira, setembro 29, 2011

No peito só amor-próprio


E foi assim que eu, finalmente, voltei pra única pessoa no mundo que nunca me abandonou ou desmereceu: eu mesma. Foi desse jeito meio torto, meio bruto que eu voltei pra mim. Foi depois de me doar e me doer tanto que eu percebi que não vale à pena. Não vale porque se uma pessoa te fere mais do que te cura, isso é doença e não felicidade. É câncer e não amor. Viver de anestesias, dor e mais anestesias é sobreviver e só. Me recuso. Coração vazio e sorriso cheio, que assim seja. Os arranhões já não me doem, cada decepção eu levo como vacina. Dessa vez prometo não me abandonar, me deixar de lado ou me diminuir por ninguém nesse planeta. Se não tiver jeito, posso até me emprestar, me dividir quem sabe, mas me perder nunca mais. Agora é assim, primeiro eu. Quem não gostar das regras, não joga. Tô feliz, acredita ? Olha só a irônia, fui buscar o amor e já tinha. Fui tentar ser feliz e já era. Fui tentar me encontrar e me perdi. E, que loucura, precisei me perder pra me valorizar.

sexta-feira, setembro 23, 2011

Uma saudade

 Andei pensando em você hoje, pensando nos nossos momentos. Eu sempre cedendo, sempre vendo em você muito mais do que você realmente é. Lembrei das tantas loucuras que eu já fiz por nós, das furadas que você me metia. Lembrei que agora as coisas estão ruins, mas não me lembro de quando foram boas. Eu sempre imaginando, idealizando, sonhando e a realidade sempre a mesma droga. Minha atenção sempre focada em você e a sua no seu próprio umbigo. Lembrei, tranquila e sorrindo, das tantas vezes que priorizei você, me desdobrei pra te encontrar, e de como você nunca adiou uma ida a padaria por mim. Lembrei daquele dia que a gente saiu e eu acabei perdendo o casaco por culpa sua. E quer saber ? Me deu uma saudade... eu adorava aquele casaco, idiota.

quarta-feira, setembro 21, 2011

Martha Medeiros


Gaste seu amor. Usufrua-o até o fim. Enfrente os bons e os maus momentos, passe por tudo que tiver que passar, não se economize. Sinta todos os sabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia da história na metade. Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo, fechando o próprio ciclo. Isso é que libera a gente para ser feliz de novo.

sábado, setembro 17, 2011

Que tédio, que tédio

Não gosto de perder. Perder uma pessoa, num jogo, uma coisa, uma história. Ás vezes me enrolo nas minhas coisas cheias de vírgulas, sempre em continuidade. Sou dona da verdade e dos pronomes possessivos. Tudo é meu, o que eu tenho, o que não tenho, o que já tive e não tenho mais. Não vou me desculpar pelas minhas teimosias, meu orgulho quase maior que eu ou minhas crises de TPM. Meu braço foi feito pra abraços, carinhos, cafunés, não pra dar a torcer, entenda. No meu coração muita coisa entra, muita coisa sai, mas só amor e gente de verdade permanece. Guardar rancor também não é pra mim, não dá. Guardo na minha coleção de manias essa de acreditar nas pessoas, acreditar além das pessoas. Se sei que magoei alguém, isso também me magoa. Se falhei a ponto de causar dor, isso também me dói. Se eu reclamar de ciúmes hoje, acredite, são muitos e muitos dias calando ele aqui dentro. Essa sou eu, resumidamente. Tantos caras dizendo que querem me conhecer, e eu sempre me incomodo com a colocação da expressão “me conhecer”. Querem saber meu nome, idade, time, pra onde eu saio. Querem uma ficha rápida, informações superficiais, se certificar que eu sou aparentemente normal ou compatível. Não querem me conhecer, não se importam, sou só carne. “Me fale sobre você ?“  perguntam sem querer ouvir uma resposta sincera, só esperando a hora do abate. Que tédio. Eles fingindo interesse e eu lutando pra ficar acordada.
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