Eu me sinto às vezes tão frágil. Queria me debruçar em alguém, em alguma coisa. Alguma segurança. Invento estorinhas para mim mesmo, o tempo todo, me conformo, me dou força. Mas a sensação de estar sozinho não me larga. Algumas paranóias, mas nada de grave. O que incomoda é esta fragilidade, essa aceitação, esse contentar-se com quase nada. Estou todo sensível, as coisas me comovem.
sexta-feira, setembro 09, 2011
quarta-feira, setembro 07, 2011
Desfaz
Eu tenho preguiça de conhecer outra pessoa. Essa coisa toda de ainda ter que entender como ela funciona, explicar como eu funciono, me adaptar e mil coisas. São muitas crises e surtos no meio do caminho, muitos joguinhos e muita razão ainda. Tenho preguiça de pensar com a cabeça, meu coração sempre me entendeu bem melhor. Eu tenho você e a gente já sabe de tudo, já atravessou esse processo chato todo, dá muito trabalho começar tudo de novo. Peraí, eu disse que tenho você ? Desculpa, não tenho. Esse é o problema. Isso que me mata. Ter e não ter é loucura, não existe. Mas a gente existe assim, se tendo e não tendo,então me diz, como isso é possível ? Quando um cara começa a dar em cima de mim, eu só sinto tédio e vontade que fosse você ali. Vontade que você visse e morresse de ciúme. E fico comparando e sempre achando você tão melhor que todos eles. Achando você tão melhor que tudo, isso não tá certo. Eu não sou assim. Olha,eu não sei como você fez isso, mas me faz um favor ? Desfaz.
domingo, setembro 04, 2011
quinta-feira, setembro 01, 2011
Me deixa ser a criança
Sabe o que acontece ? É que quando você conhece o verdadeiro valor do amor, você sabe que não vale a pena sair desperdiçando com qualquer pessoa. Ser solteira deixa de ser uma opção, vira a única saída. Ficar se gastando com quem é pequeno é tão cansativo. E ter que ficar ensinando o que é amor, respeito, cumplicidade... quero aprender, pra variar um pouco. Quero ser a pessoa que erra, não a que perdoa, sabe ? Pelo menos por um momento. Quero um colo, um conselho, um amor-amigo. Não quero ser mãe de ninguém, nem namorada-e-só. Quero contar o meu dia, falar do meu passado e do meu futuro sem ter que me policiar, sem dogmas, sem receios, sair falando sem parar. Quero olhar nos olhos e me sentir compreendida, sem precisar ficar me explicando sempre. Ás vezes me sinto uma criança brincando de ser adulta. Eu quero ser a criança brincando de ser criança. Não conseguir o que eu quero e chorar, ficar perguntando o porque das coisas. Quero isso, alguém que me deixe ser pequena, sem nunca esquecer o quanto eu sou grande. Não sou professora de sentimentos, UTI de corações partidos, dona da verdade. Sou só a criança, percebe ? Só a criança.
terça-feira, agosto 30, 2011
Verônica Heiss
Cada fase de mim é como perder o chip do celular e ter que refazer toda a agenda telefônica, aproveitando pra deixar alguns números de fora, que você já sabia que nunca ia ligar, mas não tinha coragem de apagar. É como reformatar o computador antes de fazer backup e deixar pra trás as fotos do ex que insistia em manter entre documentos e textos. É andar dois passos, voltar meio, sofrer um pouquinho por ser apegada ao antigo e ao mesmo tempo desesperada pelo novo.
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