terça-feira, agosto 30, 2011
Verônica Heiss
Cada fase de mim é como perder o chip do celular e ter que refazer toda a agenda telefônica, aproveitando pra deixar alguns números de fora, que você já sabia que nunca ia ligar, mas não tinha coragem de apagar. É como reformatar o computador antes de fazer backup e deixar pra trás as fotos do ex que insistia em manter entre documentos e textos. É andar dois passos, voltar meio, sofrer um pouquinho por ser apegada ao antigo e ao mesmo tempo desesperada pelo novo.
domingo, agosto 28, 2011
Minha casa, sua casa
Eu admiro tanto isso, você sempre tão focado nas suas prioridades, tão determinado. E eu aqui, tão focada em você. Prioridade nem sempre a gente escolhe, né ? Pensando bem, nisso a gente se parece, minha determinação também não é pouca. Muita gente no meu lugar já teria desistido. Mas sabe, acho que não é nem vontade que me falta, é força. Sabe quando você para pra pensar numa pessoa, e não entende como ela não fazia parte de você desse jeito antes ? E começa achar tudo que não envolve ela perda de tempo, seu passado perda de tempo. E não é mais a dona da própria casa, sem nem perceber, foi virando visita. Só que, aí é que mora o problema, ele também é só visita. E a casa fica assim, ás vezes tão vazia e precisando de vida, sabe ? Mas quando os dois resolvem visitar juntos, é como se não houvesse mundo do outro lado da porta. Então me diz, como eu posso trocar a fechadura, e acabar com os dias mais felizes que se tem por lá ? Como eu consigo essa coragem ? Se um dia você resolver se mudar, tudo bem, deixa as chaves no correio e me guarda no peito como eu guardo você. Mas nunca se esqueça: a casa é sempre sua.
quinta-feira, agosto 25, 2011
Cazuza
Nunca tive medo de me mostrar. Você pode ficar escondido em casa, protegido pelas paredes. Mas você está vivo, e essa vida é pra se mostrar! Esse é o meu espetáculo. Só quem se mostra se encontra. Por mais que se perca no caminho.
terça-feira, agosto 23, 2011
Me faz feliz ou me devolve
Se doar mais e cobrar menos ou cobrar mais e se doar menos ? É mais forte quem termina ou quem perdoa ? É mais inseguro quem precisa ter uma pessoa ou quem precisa ter várias ? É muita pergunta pra pouca resposta. Mas sabe, talvez eu nem queira saber as respostas. Só pergunto pra não me sentir tão passiva, indefesa. Não admito ser invadida sem ao menos questionar. Eu sempre tão minha e, de repente, nem sei de quem sou. Sou sua, lutando pra ser de outros, querendo me ter de volta. E nessa de não ser de ninguém ao certo, vai me restando solidão. Uma solidão estranha, tentando virar amor-próprio. E sabe de uma coisa ? Tomara que vire ! É desse amor que eu tô precisando. Quando eu era minha, as coisas não ficavam assim não viu. Eu me valorizava, me fazia feliz e quando eu queria curtir outro alguém, me dava um tempo, depois voltava renovada.Sem apego, sem drama. Sempre fui fiel a mim, podia ser de alguém por uns dias, mas no fim das contas era sempre comigo que eu terminava. Nada de pressão, sufocação, neuroses. Uma relação leve e saudável. Num dia desses, quem sabe, me mando umas flores e me peço pra voltar. Assim que você me desabitar.
sábado, agosto 20, 2011
Caio Fernando Abreu
Não haveria planos, nem vontades, nem ciúmes, nem coração magoado. Se não fosse amor, não haveria desejo, nem o medo da solidão. Se não fosse amor não haveria saudade, nem o meu pensamento o tempo todo em você. Se não fosse amor eu já teria desistido de nós.
Assinar:
Postagens (Atom)




