segunda-feira, julho 18, 2011
Fabrício Carpinejar
Até hoje não diferencio os cogumelos venenosos dos sadios. Como descobrir o que mata sem morrer um pouco por vez?
domingo, julho 17, 2011
A verdade não tem dono
Dizem que família a gente não escolhe; dos males o menor, triste é não poder escolher quem se ama. Dizem que tem gente que precisa perder pra dar valor; injusto é só esse tipo de pessoa cruzar o meu caminho. Dizem que quem ama cuida; o que me assusta é pensar que só eu quem amou nas minhas relações. Dizem que o tempo sempre cura; chato é o tempo só ficar curando, nunca trazer algo que não machuque; Dizem que tudo que é verdadeiro volta; minha aflição é me conformar com essa ideia de partida, o verdadeiro ir embora me parece tão contraditório. Dizem que as pessoas gostam do que não tem certeza; cruel é não saber mascarar sentimentos. Dizem que liberdade é pouco; lamentável é essa supervalorização da liberdade e desvalorização do amor. Dizem que quem gosta corre atrás; o que me assusta é duvidar de sentimentos porque as atitudes não estão de acordo com os padrões. Dizem que se alguém tá afim de você, te liga; absurdo é querer limitar o sentimento a um ato bobo, eu mesma não sou de ligar. Eles falam demais, mas não sabem de nada. A solução pra vida do próximo sempre vai parecer mais simples, quem tá de fora nunca vai entender os problemas do relacionamento alheio, cada pessoa é uma pessoa. Ás vezes as coisas seguem um padrão sim, mas quem sabe se você é a regra ou a exceção ? Vai ser sempre um risco a se correr. Antes de me julgar, rotular, aconselhar com clichês baratos ou falar do que não sabe, para e pensa um pouquinho. Prometo que não dói. Martha Medeiros
Uma mulher infeliz por ter amor de menos, outra, infeliz por ter amor demais, e o amor injustamente crucificado por ambas. Coitado do amor, é sempre acusado de provocar dor, quando deveria ser reverenciado simplesmente por ter acontecido em nossa vida, mesmo que sua passagem tenha sido breve. E se não foi, se permaneceu em nossa vida, aí é o luxo supremo. Qualquer amor merece nossa total indulgência, porque quem costuma estragar tudo, caríssimos, não é ele, somos nós.
sexta-feira, julho 15, 2011
Livrai-me de todo o mal, amém
Mania chata essa de interpretar tudo, buscar 'sinais' em tudo. Eu vejo a lua no céu e invejo como ela é sozinha, linda e auto-suficiente; vejo o pôr-do-sol desejando que certas coisas dentro de mim tivessem se pondo junto com ele; vejo crianças e sinto falta daquela inocência absoluta, daquele olhar leve pro mundo. Eu queria ver as coisas e pronto, ficar interpretando até um saco de pipoca ás vezes é tão bobo. A realidade é que eu ando muito sensível, odeio quando fico assim. É como se eu tivesse em carne viva sabe ? Qualquer coisa mínima já faz estrago, dói. Eu só preciso de uma desculpa pra chorar: Se um cara dá flores pra esposa num filme, pronto, eu já choro compulsivamente. Peço a Deus pra tirar esse vazio de mim, pra desesmagar meu coração... só Ele testemunha minha fraqueza, porque só Ele sabe o quanto eu sou forte, ainda que em crise. Faz-me mais racional Senhor, não permita que meu coração me boicote assim. Afasta de mim essa vontade de não sentir mais nada, eu que sempre agradeci por sentir. Ignora meus pedidos desesperados. E me desculpa, meu Deus, se eu duvido por alguns instantes dos Seus planos pra mim, seu sou egoísta e ansiosa e, ás vezes, acho que eu sei mais que o Senhor o que é melhor pra mim. E é assim que eu me mantenho de pé, em qualquer crise. Minha fé na vida, no destino, em Deus, em mim. Que assim seja, sempre.quinta-feira, julho 14, 2011
Caio Fernando Abreu
Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar* era não mais conseguir ver, entende?
* E eu tô precisando tanto tanto desamar.
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