quinta-feira, julho 14, 2011
Caio Fernando Abreu
Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar* era não mais conseguir ver, entende?
* E eu tô precisando tanto tanto desamar.
terça-feira, julho 12, 2011
Cansei desse jogo
Tô com o estômago embrulhado até agora. E com um nó chato na garganta. Engoli tantas coisas que fui com a certeza de te dizer. Queria falar sobre nós, sobre como eu preciso me sentir valorizada e como você não supre essa necessidade. Queria falar que te amo, que não vou suportar te perder e que aquele silêncio tava me esmagando. Mal conseguia respirar, falar era esforço demais. Passei o tempo todo na defensiva. Só fiquei te abraçando apertado e sentindo seu cheiro, pra ficar na memória sabe, eternizar. Amo seu cheiro. Queria ouvir você pedindo pra eu ficar, que me escolhe, me ama, que me assume pro mundo. Sempre quis tão pouco e recebi menos ainda. Você ainda não tava acreditando, mas em mim tava doendo tanto aquele momento, porque eu sabia que era o fim, eu já tinha decidido. Assim eu não quero, brincar de amor já me cansou. ‘Idiota’, era só isso que eu conseguia pronunciar. Mil vezes idiota, não acredito que você tá me perdendo assim. “Olha pra mim, você tá chorando ?”, ah meu bem, você não imagina o quanto isso tem sido normal pra mim, chorar por você. Não te olhei, te bati, te odiei. “Eu não mereço isso, eu não preciso disso”, acho que minhas palavras foram poucas, porém bem escolhidas. Fui embora e levei comigo a promessa de que seríamos amigos sempre. Deixei um pedaço de mim contigo também, um pedaço lindo. Tô recolhendo meu pino do tabuleiro, já fui a falência nesse jogo faz tempo. Só volto se for pra jogar Nós, Eu e Você já deu.
segunda-feira, julho 11, 2011
Verônica Heiss
Não é insatisfação ou sofrimento, é só um tudo ao mesmo tempo agora que não respeita amor de menos, não aceita um gostar pouquinho e querer às vezes. Uma intensidade que não se conforma com noites únicas de começo, meio e fim. (...) Não me pergunte o que eu faço da vida, isso é banal, é triste, é comum. Queira saber o que me faz feliz, meu ponto fraco pras cócegas. Não pergunte o que me dá dinheiro, porque este é o menor dos meus sucessos. Esqueça meu nome verdadeiro, se eu venho sempre aqui, se estou gostando da música. Agir sem naturalidade é o seu maior fracasso. Se é mesmo importante que eu responda as perguntas que tanto desprezo, se definir o que sou vai te fazer mais feliz, se quer mesmo saber de mim, comece pelas entrelinhas. Pelo não dito. Pelo movimento dos cílios e as pupilas dilatadas, os olhos nervosos que não se fixam, o modo de apoiar o peso do corpo em uma das pernas e me preocupar com o cabelo. Olhe para as mãos que não sabem repousar e a voz que desafina. Por favor, sou tão ridiculamente fácil de decifrar e ainda insistem em seguir pelo caminho errado. Exponho-me tanto e ainda querem uma cartilha.E fazem isso porque amam de relance, querem no momento e só por desafio. Porque têm preguiça ou medo de cumplicidade e acreditam perder a noite se optarem por se apaixonar pelo próprio ego. Porque perdem oportunidades de se calarem quando é papel dos olhos falar. É por isso que eu estou sozinha nesse mundo de luzes e pessoas.
domingo, julho 10, 2011
Deixa eu ver na minha agenda...
Não vejo a hora desse ano terminar. Ano novo sempre me traz aquela velha expectativa de vida nova ! Mudo o visual, maquio os arranhões e tô, por um momento, nova em folha. Como eu gosto dessa sensação... Não sei bem se isso é uma qualidade ou defeito, mas sempre fui de pensar a longo prazo, sabe ? A gente tá no meio do ano e eu já tô pensando no ano que vem; se eu sei que uma coisa não tem futuro, eu nem começo. Agora, se o mundo acha que não vai pra frente, mas eu penso que sim, eu embarco sem pensar duas vezes. E permaneço a bordo até quando minha fé me acompanhar. Ás vezes o barco tá furado, mas eu enlouqueceria se fosse contra os meus instintos. Também sou dessas, teimosa. Tenho minha vida toda planejada, meus dias, minhas horas, meus minutos. Sempre me agonia quando as coisas saem dos trilhos. Acho que isso assusta um pouco, até compreendo. Por exemplo, se eu começo a namorar um cara é porque eu vejo possibilidade de constituir uma família com ele, imagino que teríamos um bom futuro, que ele daria um bom pai. Mas veja bem, não tô pedindo ninguém em casamento, só acho que se um dia acontecesse, ia ter grande probabilidade de dar certo. Viu, não sou tão louca assim. Só não gosto dessa incerteza de não saber como vai ser amanhã. Mesmo que eu não saiba, gosto de pensar que sei, pelo menos um pouco. Gosto de mudanças, mas quando eu decido que as coisas precisam mudar ! Tá me entendendo ? Talvez eu só precise de terapia. Ou um amor.sábado, julho 09, 2011
Caio Fernando Abreu
Nunca notou que mulheres como eu não são fáceis de se ter; são como flores difíceis de cultivar. Flores que você precisa sempre cuidar, mas que homens que gostam de praticidade não conseguem. Homens que gostam das coisas simples. Eu não sou simples, nunca fui. Mas sempre quis ser sua. Você, meu homem, é que não soube cuidar. E nessa de cuidar, vou cuidar de mim. De mim, do meu coração e dessa minha mania de amar demais, de querer demais, de esperar demais. Dessa minha mania tão boba de amar errado. Seja feliz
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