sexta-feira, julho 01, 2011

Querido Príncipe Encantado,


Você tá vindo de cavalo ou a pé ? Perdoe minha pressa, mas é que esses sapos e umas bruxas têm me frustrado um pouco, e eu não queria que quando você finalmente chegasse, eu fosse menos. Já me explico. Ser menos, quando se é muito como eu, dói, entende? Me diminuir vai deixar cicatrizes, eu não queria ser uma princesa marcada, viver um amor restringido. Acredita que eles acham que eu devo esperar o pior das pessoas sempre, sonhar menos, amar menos, sentir menos ? Querem definitivamente me minimizar, logo eu meu amor. Eu digo pra eles que você me ama assim, intensa. E que você admira meu dom de acreditar nas pessoas apesar dos pesares, de sonhar apesar das quedas, de sentir tudo e amar tanto. Eles não acreditam em mim, não aceitam que eu seja um ponto de cor nesse castelo preto e branco. Eles riem e dizem que isso não é um dom, é muita ingenuidade, e que um dia vai ser fatal. Duvidam também da sua chegada, que absurdo. Querem me empurrar pra esses sapos e me fazer acreditar que vai ser isso ou nada. Mas nessa hora, eles que me fazem rir ! Eu sinto quem você virá todos os dias, mas eles, coitados, não entendem essas coisas de sentir. Querido, pode vir sem cavalo, sem flores, sem medo. Apenas venha. Com seus defeitos e amor, mas venha depressa. Então é isso, só tô te escrevendo pra você se apressar um pouco, ser sozinha por aqui é uma luta diária. Aguardo-te ansiosa. Com amor, seu amor.

terça-feira, junho 28, 2011

Verônica Heiss


Eu não procuro alguém pra pentencer e ter posse, só quero uma fonte segura de amor que não dependa das obrigações, das falas decoradas, dos scripts prontos. Eu sei que eu abri mão de várias oportunidades. Sei que fiz pouco caso do amor que me entregaram de maneira pura e gratuita, só porque eu achava que podia encontrar coisa melhor. Se as pessoas estão sempre indo e vindo, eu só queria alguém minimamente eterno em sua duração, que me fizesse parar de achar normal essa história de perder as pessoas pela vida. Vou embora querendo alguém que me diga pra ficar. Estou sempre de partida, malas feitas, portas trancadas, chave em punho. No fundo eu quero dizer "Me impede de ir. Fica parado na minha frente e fala que eu tenho lugar por aqui, que não preciso abandonar tudo cada vez que a solidão me derruba. Me ajuda a levar a vida menos a sério, porque é só vida, afinal." E acabo calada, porque não faz sentido dizer tudo isso sem ter pra quem.

segunda-feira, junho 27, 2011

Meu sorriso, meu escudo


Se a inveja tem sono leve, então que ela nem durma ! Porque eu vou sim gritar minha felicidade, jogar na cara dessa gente pequena que eu tô aqui de pé, forte, e vai ser sempre assim ! Que de vez em quando eu posso fraquejar, mas pra me fazer cair tem que ser muito mais forte que eu, coisa que eles nunca serão. Ninguém de mentira tem capacidade de derrubar alguém de verdade, as tentativas andam até me divertindo. Meu bem, se você acha que tirou alguma coisa de mim, tenho más notícias: O que é meu de verdade, ninguém me tira. O que não é, eu mesma me desfaço. E eu sigo assim, com meu sorriso estampado mesmo quando meu coração não aguenta mais de dor. E eu tenho que seguir assim, firme mesmo quando eu tô transbordando insegurança, confusão. E quando estiver desandando muito, eu escrevo e vomito esse monte de coisa que ás vezes toma conta de mim. E não importa o quão difíceis sejam os meus dias, eu ainda estarei sorrindo. Com meu coração na boca, cabeça erguida, papel e caneta.

sábado, junho 25, 2011

Brena Braz


Então, não perca seu tempo comigo. Eu não sou um corpo que você achou na noite. Eu não sou uma boca que precisa ser beijada por outra qualquer. Eu não preciso do seu dinheiro. Muito menos do seu carro. Mas, talvez, eu precise dos seus braços fortes. Das suas mãos quentes. Do seu colo pra eu me deitar. Do seu conselho quando meu lado menina não souber o que fazer do meu futuro. Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar. Mas uma coisa, eu exijo. Quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não me iludo com presentes caros. Não, eu não estou à venda. Eu não quero saber onde você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo (…) Ou me quer e vem, ou não me quer e não vem. Mas me diga logo pra que eu possa desocupar o coração. Avisei que não dou mais nenhum sinal de vida, e não darei. Não é mais possível. Não vou me alimentar de ilusões. Prefiro reconhecer com o máximo de tranquilidade possível que estou do que ficar à mercê de visitas adiadas e encontros transferidos

quarta-feira, junho 22, 2011

Projota


Quanto vale o seu amor? Irmão, uma coisa é certa: Nem toda prostituição comercializa perna aberta!
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